A Concha vai à escola

A Concha vai à escola
A Concha vai à escola

Há a Anita vai à escola e depois há a Concha vai à escola!

Como ainda não temos ninhada, não posso colocar o belo do post com os traumas e lágrimas decorrentes da incursão do petiz na escola. 
Mas como não queria ficar a trás na experiência e na partilha, e como mãe zelosa de uma filha de quatro patas (respirem fundo, puristas da paternidade, que acham estas expressões uma blasfémia), partilho com todos o dia em que a Concha foi à escolinha (citando a mesma expressão das mães).  
Há muito que lutamos com algumas coisas da Concha. E tínhamos listado uma série de coisas onde queríamos muitoooo que ela colabora-se. 
A fica a black list da Concha:
1) Não ficar no excitamento total quando vê cães, crianças, pessoas em geral, bolas e… a pior… água, por esta mesma ordem
2) Não saltar para cima das pessoas quando as sente mais perto, só porque as quer cumprimentar, (qual RP), com lambidelas até à morte.
3) Não puxar/arrastar/saltar/correr/ em direcção desconhecida para seguir o seu caminho, significando, para isso, que EU vá de arrasto até ao local pretendido. Devo dizer que este ponto concreto é me muito querido, uma vez que deve ser um prato ver-me a passeá-la, num combate desleal do meu peso contra o dela. Quando ela resolve fazer um “run for her life” eu simplesmente VOU! E é ver-me agarrada a postes, carros, janelas, semáforos e TUDO o que encontrar à frente para travar o ímpeto da bicha.  Aconselho vivamente à visualização deste cenário, especialmente por pessoas que estejam particularmente deprimidas e precisem de uma gargalhada gratuita. Estou aqui a colocar-me à disposição.
4) Grande ponto este, quando ela passeia sem trela e vagueia pela envolvente, vir quando chamam pelo nome dela e não fingir que não é nossa cadela. Agradecíamos. 
5) Ficar ao pé de nós quando passeia ao nosso lado. E não querer estar sempre “all over the place”, qual adolescente indecisa. 
Portanto, posto isto, a nossa lista resume-se a algumas palavras cujo sentido ela finge não saber:
“FICA”
“JUNTO”
“VEM”
“NÃO”
Parece fácil, não é?! Mas nãooooooooooooo!
Quando um casal amigo nosso, que tem uma boxer linda, nos falou das Cãominhadas e da Escolinha “Educacão” tivemos uma epifania. E se a colocássemos numa escolinha, não para ela aprender, mas para aprendermos a ensiná-la?! Boa?! E assim foi!
Ontem foi o primeiro dia da Concha na sua escola e só vos posso dizer que AMOU. 
Primeiro porque é uma forma muito interessante de socialização para os cães. Depois porque faz mais um bocadinho de exercício físico. Sim, sim…levámos logo com a bela da frase: A Concha está um bocadinho gordinhaaaa (riso nervoso)!
E sempre que dizem isso fico em modo “mãe a defender a cria” e só me apetece levantar o dedo e dizer “oh no you din’t, bitch”! Mas depois lembro-me que ela é uma labradora, que tem uma tendência inata (e real) para alapar tudo o que consegue apanhar e a cara mais fofa do universo que parece que está sempre em sofrimento e quer mais um bocadinho de comida (juro que vejo sempre uns olhinhos do “Pussy in Boots” do Shrek). 
Depois do contacto inicial com os cães da turma dela, fez uma pequena socialização, mas aprender os truques só para a semana. Estamos no excitamento. Vai ser muito giro.
O ambiente é super descontraído. Diz que o Fernando Silva, Associate Member da INPETRA, International Pet Trainer Association (fancy), é o guru da cena canina.
A Concha vai à escola
A Concha vai à escola
Para quem também tem uma blacklist e quer ajudar o seu filho de quatro patas, aconselho vivamente
Prometo que vou continuar a partilhar todas as nossas pequenas grandes vitórias.
No próximo fim-de-semana temos cãominhada e primeira aula a sério, mas confesso… se não conseguirmos fazer nada da nossa lista, a única coisa que quero é que a Concha aprenda é a fazer um “High Five”. MORRIA!!!! Mas… shhiiiiuuuuu não digam a ninguém. 
Fernando, temos que falar!
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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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