Ai, que neura!!!!

Estou com uma NEURA que não vos conto, nem vos digo nada!
Sabem aqueles dias em que tudo corre mal e que vos apetece simplesmente ir para casa, embrulhar num cobertor e afundar no sofá?
Exactooooooooo!!! Dava o meu dedo indicador.

Por acaso não foi no trabalho, mas nock nock nock on wood que a tarde ainda vai a meio e nunca se sabe.

Hoje tinha uma “To Do List” grande e quando tenho “coisas para fazer e resolver” viro bicho.
Quem me conhece sabe que sou das pessoas mais obstinadas que vão conhecer à face da terra. Sempre fui assim. Para mim fazer alguma coisa é no momento, no minuto, para ontem, já!
Não consigo ter coisas, para fazer e resolver, e arrastá-las no tempo e no espaço. Dá-me urticaria e refluxo.

Pois bem, a lista em causa era a seguinte:

1) Mudar, junto de várias entidades, o meu nib para uns débitos directos.

2) Tentar desbloquear um iPhone, na Vodafone, para o oferecer à minha irmã (hoje) porque ela vem jantar cá a casa

3) Trocar os bilhetes para o concerto do Pharrell, que foi CANCELADO!!!

4) Comprar uma Go Pro – Black Edition – para o maridão, como presente de aniversário.

Ora bem, comecei por ligar para as entidades em causa e, claro, na sua maioria queriam emails com comprovativos de nibs, e anexos, e autorizações, e um rim.

Enviei tudo certinho e direitinho, portanto cumpri a minha parte, mas houve duas situações que me encanitaram: Uma de um banco que, depois de ter enviado tudo como pretendiam, solicitou em modo “extra” mais uma declaração assinada, comprovada, quase carimbada, com o pedido. Relembro que no ano passado fiz um pedido semelhante e nada disto me foi pedido. Mas tudoooooo bem! Enviei tudo e resposta? “Cara Marta, devo avisá-la que apesar da sua autorização, o reconhecimento deste pedido só entrará em vigor, na melhor das hipóteses em Novembro”. Oi!? Como assim!? Envio um pedido sério, com os comprovativos todos e depois dizem-me que a alteração só pode entrar em vigor em Novembro?!?!? Fiquei sem palavras…

A outra situação passou-se com o serviço de gás, que depois de ter enviado toda a documentação pretendida não me disse mais nada. Silêncio… Não sei que pensar. Mas a avaliar pelo dia de hoje acho que vou ficar muito quietinha no meu canto para não estragar e amanhã logo volto a pensar no assunto…
Ou… se calhar cancelo os débitos directos na conta actual e, aí sim, é vê-los a interessarem-se e a entrarem em contacto comigo… Hum… deixo esta hipótese no ar… Estou um bocadinho farta dos “cumpridores” ficarem sempre mal servidos e em último lugar.

Bom (estalo de língua), seguinte ponto: Tratar do desbloqueamento de um iPhone.
À partida parece uma acção demasiado simples, mas nãoooooooooo. Tem sido uma dor de cabeça que não vos passa.

O maridão recebeu no aniversário um iPhone 5 e quando foi para decidir o destino do antigo, lembrei-me que a minha irmã ainda permanece no século XX no que toca a telecomunicações. Vai daí achei que seria muito engraçado e genial oferecer-lhe o iPhone do J.

Quando lhe contei do meu plano quase que chorou de alegria e eu fiquei em êxtase. Arranjei o telefone todo. O botão do “home” não estava lá muito bom, coloquei-o a arranjar. Ficou tudo supimpa.  Segunda-feira estive em Setúbal e levei logo o telefone para fazermos a transladação comunicacional com ela e ajudá-la a regressar ao presente tecnológico.

So far, so good. Pior foi quando nos apercebemos (e o marido não se lembrou!!!!!!) que o telefone estava bloqueado à Vodafone e a minha irmã é MEO. Silêncio… Ficamos logo com uma neura, que isto de tentar dar presentes e não os dar efectivamente dá-me volta ao estômago.

Trouxemos, de novo, o iCoiso, com o intuito de o desbloquear da rede, uma vez que o J já o comprou há mais de 4 anos e, por isso, já não carece de fidelização.
Hoje lá conseguimos ir à loja Vodafone do Alegro, local onde o equipamento havia sido comprado, e quando nos atenderam fizeram saber que não podiam realizar tal acção supersónica. Tinha que ser numa loja oficial.

Aterrámos no Colombo. Esperámos, esperámos, esperámos e quando fomos atendidos foi um verdadeiro filme. Porque não havia registo da venda do equipamento com o NIF do J. Porque tínhamos que aceder ao interior do telefone e como já se tinha feito um reset, tivemos que andar a colocar cartões atrás de cartões. Depois, ironia das ironias, não conseguíamos aceder a uma rede com internet DENTRO da Vodafone… pppfffff… cambada de nervos, só vos digo.

Passados uns bons minutos lá conseguimos aceder ao interior do telefone para chegarmos ao tal número de série que iria permitir fazer um track da compra. Estão preparados?! Diz o técnico:

Técnico: Este equipamento não foi comprado numa Vodafone.

J: Como? Foi sim!

Técnico: Não, não foi. Foi num agente autorizado da marca

J: Ou seja… o que é que isso quer dizer?

Técnico: quer dizer que tem que ir à loja onde o comprou e pedir uma segunda via da factura que já não tem (já passaram 4 anos) para podermos desbloquear o equipamento, porque só assim conseguimos comprovar o tipo de pagamento e fidelização que efectuou na altura…

Onde é que o J comprou o telefone? Onde? Na Vodafone do ALEGRO! No comments!
Comecei a ver o J a ficar muito vermelho e a transpirar. Tirei-o de lá antes que se transformasse no Hulk e partisse aquilo tudo. Decidi que não ia falar mais sobre o assunto e deixar que, a seu tempo, ele abordasse a questão… MEDO.

Depois fomos à FNAC na esperança de resolvermos os dois últimos pontos da lista. Oh que ingénuos…

Perguntámos no balcão do Apoio ao Cliente como poderíamos trocar os bilhetes do concerto. Disseram-nos que só poderiam ser trocados a partir de amanhã (porquê? já não tive capacidade de perguntar) e no local onde eles foram comprados… Onde, perguntam vocês? No ALEGRO!!!
Afinal as soluções para a minha vida estão no Alegro e eu não sabia :p

Arrastámo-nos até ao interior da FNAC para o J me alertar que precisava de ir ao Apoio ao Cartão FNAC porque o cartão dele está desmagnetizado nas caixas de pagamento e ele para efectuar a compra da Go Pro precisava dele.
Querem saber a melhor? O sistema informático da FNAC estava em baixo e a senhora que lá estava não conseguiu fazer a ponta de um chavelho (coitada!).

Coitados de nós, que depois destas maratonas de hoje, queríamos um miminho e decidimos que com o meu cartão FNAC a magia dava-se na mesma, por isso, contra tudo e contra todos, íamos comprar a Go Pro e acabou-se a papa doce.
Passados 20 minutos de ali estarmos e contentes com a decisão, dirigimo-nos ao local das máquinas e… ESTÃO ESGOTADAS!!!! Em todo o lado, garantiu o funcionário com um ar enfadado, como se tivéssemos sido as 65ª e 66ª pessoas a perguntar por tal impropério.

Senti que uma lágrima de raiva me estava quase a cair pela facis, mas depois olhei para o relógio e já estava super atrasada para voltar ao trabalho e assim foi… aqui estou… a pensar “COMO ASSIM?!”
Bom… vou ver se descubro outros sítios onde possamos comprar a maldita da máquina com uma certa urgência e brevidade. Alguma sugestão, pessoas informadas?!??! Hello!??!

Porém, a única coisa que me anima és tu, Yannis:

Pffffffff… Em modo repeat para ver se me acalmo.

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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