Coronavirus: o que nunca pensámos viver

Coronavirus: o que nunca pensámos viver

 

São 11h30 da manhã, é segunda-feira e estou sentada na mesa de jantar da minha sala, a escrever ao computador (óbvio!), depois de quatro dias em isolamento social. Se me dissessem que isto iria estar a acontecer em março de 2020 eu diria que eram só fabulações catastróficas de quem vê muitos filmes de apocalipse-zombies.

Mas NÃO… é real e estamos todos borrados sem saber muito bem como vão ser os próximos tempos.

Decidi começar a registar estes momentos, que me parecem (ainda) surreais, para um dia, quiçá, mostrar aos meus filhos e dizer que foi verdade, não é uma peta que lhes pregaram no intervalo da escola. Estamos fechados em casa sem sabermos quando é que podemos retomar as nossas vidas, com a normalidade que nos era garantida.

Coronavirus: como tudo aconteceu?

Os primeiros casos de coronavirus registados no país surgiram na semana passada. O primeiro doente surgiu a norte do país, com epicentro em Felgueiras, mas cedo se começou a alastrar por toda a região centro e sul. Face à possível escalada de novos casos e cadeias de transmissão, decidimos ficar em casa logo na quarta, e na sexta o Executivo decidiu lançar a medida de isolamento social voluntário a todos os portugueses, numa tentativa de controlar a rápida transmissão deste vírus.

Portugal está em estado de alerta geral. Os noticiários não passam outra coisa senão o tema do momento, o que não ajuda à tranquilidade dos cidadãos. As pessoas estão assustadas com a sua vida, com a saúde das suas famílias, com os seus empregos, com o pagamento dos seus salários. As empresas estão muito preocupadas com as consequências deste shut down generalizado, apenas com a garantia de serviços mínimos. E de duas semanas de quarentena forçada, já estamos a ouvir que o pico da pandemia será em finais de abril.

Tal como a atuação deste novo Covid, também permanece uma incógnita as consequências económicas que estes tempos apocalípticos podem produzir no nosso dia-a-dia. O que sabemos, pelo pouco que já pudemos apurar, é que não serão nada fáceis os tempos que se avizinham. E se por um lado, muitos de nós nos sentimos privilegiados por termos a possibilidade de continuar a trabalhar a partir de casa, o certo é que muitos portugueses não têm essa sorte. Muitos são obrigados, pela entidade patronal, a comparecer no seu local de trabalho, outros, por requisição civil, têm de manter a sua atividade, pelo bem comum de um país, parcialmente, encarcerado.

Ainda ontem, eu e o João conversávamos sobre este tempo que estamos a viver. Tudo nos parece mentira. Saímos à rua, estritamente, para levar a cadela a esticar as patinhas, para irmos ao supermercado comprar alguma coisa que nos falta e já está. Nada mais do que isso. Pequenas doses homeopáticas de “normalidade”, com prazo de validade menor que um iogurte aberto em pleno agosto.

E agora?

Confesso que estou mais preocupada com alguns dos meus familiares e com a economia das coisas do que com outras questões. É esta indefinição que mais custa. Não saber como vão ser os próximos tempos é o maior causador de ansiedade geral.

Temos de manter a calma. Respirar fundo e fazer a nossa parte, que já, já, as coisas vão voltar à normalidade. Acredito piamente nisso.

Neste momento, tem sido uma benção a nossa casa ter espaço exterior, onde temos feitos refeições, apanhado ar puro, feito algum exercício físico e brincado com a Conchita. Tem sido a nossa salvação nestes momentos de isolamento. Pelo menos, dá-nos uma falsa sensação de liberdade (mãos para o alto!). Estamos também a tentar manter as nossas rotinas intactas.

Temos acordado à mesma hora de sempre, tomamos o pequeno-almoço como é hábito, de seguida passamos para os banhos e vestimo-nos, como se fossemos trabalhar. Sentamo-nos ao computador e produzimos com a mesma intenção de sempre. Estamos a tentar que os almoços e jantares sejam feitos à mesma hora, para não quebrarmos com os nossos ciclos anteriores. Prometemos (vamos ver se conseguimos cumprir) que vamos tentar treinar todos os dias, para não aumentarmos o nosso sedentarismo.

O que gostavam de ver neste período de isolamento?

Já que estamos em casa e não temos as deslocações do dia-a-dia, que nos consomem muitas horas, estamos determinados em produzir mais conteúdos para o Youtube. Já gravámos um vídeo, temos mais dois em produção e estou a recolher imagens para o mega vlog de quarentena, com o melhor de cada semana (o que quer que isso signifique).

Agora, não desculpas! Esperem, por isso, muitos conteúdos por aqui, vídeos, cenas e mais coisas que tais. Ah ah ah!

O nível de sanidade mental AINDA continua em valores aceitáveis, mas como em todo o reality shó, TUDO PODE ACONTECER.

Contem-me: o que querem ver por aqui? Algum tema em especial? Dicas? Estado de Arte da nossa sanidade? O quê?

E fiquem em casa, por favor!

Vamos ajudar a que tudo isto passe o mais rapidamente possível (emoji com as mão juntas).

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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