Crónica “New in Town”: buddymoons em vez de honeymoons?! Será que foi agora que o romance morreu?

Crónica “New in Town”: buddymoons em vez de honeymoons?! Será que foi agora que o romance morreu?
Crónica "New in Town": buddymoons em vez de honeymoons?! Será que foi agora que o romance morreu?

Tan, tan, tan, taaaaaaannnn (música de suspense)

Estas é que são as grandes questões da vida, minha gente. Será que o romance morreu?
Let’s look at the trailler…

Depois do seu Hollywoodesco e secreto casamento em Bel Air, Jennifer Aniston e Justin Theroux fretaram um avião privado e embarcaram numa romântica honeymoon (lua-de-mel). E tudo corria bem no mundo, o céu estava azul, os pássaros continuavam a cantar e o sol a nascer – afinal Rachel Green (a famosa personagem de Jennifer em Friends) tinha conseguido o seu “feliz para sempre”.

Wwwwvvvvrrrrrrrrrrr (Som de vinil a riscar)

Porém, os pombinhos não estavam sozinhos. What?!!!
Dentro do avião privado seguiam os recém casados e toda uma entourage de amigos próximos que foram convidados para a parte mais intima de um casamento – a lua-de-mel. Estamos a falar de Chelsea Handler, Courteney Cox e Jason Bateman, entre outros. A honeymoon do casalinho sensação transformou-se num bacanal-amistoso de partilhas e amigos, uma verdadeira buddymoon, tradução: uma escapadinha romântica não apenas para duas pessoas, mas para um grupo maior de amigos. Há época, Theroux explicou à revista Extra que eles tinham pensado sobre o assunto, “nós podíamos ter tido uma lua-de-mel normal ou podíamos ir de viagem com os nossos amigos, continuar a festa, relaxar e divertir. Desta forma, foi realmente muito bonito e especial”, confidenciou.

Hum… Theroux, Theroux, amigo… se a minha avó percebesse inglês ela teria-te respondido: “Ai filho, dois é bom, três é demais, e mais do que isso é só safadeza”. Soa a muita gente para uma coisa que só precisa de duas pessoas. Não acham? Ou será que sou só eu que penso na lua-de-mel como uma viagem inesquecível com a nossa metade, depois da festa mais espectacular das nossas vidas? Uma espécie de efectivação do acto consumado. É a prova dos nove: senão consegues passar aquelas mini-férias, ainda com o pot-pourri do casamento, mais vale anulares logo o enlace porque depois da ilha, da praia ou da cidade romântica it’s going DOWN!

Curioso é perceber que afinal a coisa não é assim tão estranha quanto isso. Aparentemente, existem muitos casais que pensam de maneira diferente. Nos últimos anos, a ideia dos casados-de-fresco incluírem os seus amigos na sua viagem-pós-matrimónio têm-se tornado bastante comum. W. Bradford Wilcox, sociólogo e director do “National Marrige Project2, explicou ao The New York Times que “hoje, como cerca de 65% dos casais já coabitam antes do casamento, a lua-de-mel é cada vez menos um turning point, um momento chave, nas suas relações”, ou seja, já pouco acrescenta ao romantismo uma vez que antes da lua-de-mel já partilharam antecipadamente outras viagens e momentos a dois. “Para eles, ter amigos que os acompanhem na viagem depois do casamento é que a torna mais especial e excepcional”, conclui o especialista. Ahhhhhh! Já percebi tudo! Como a viagem deixou de ser o sítio onde realmente ia estalar o verniz entre quatro paredes, a coisa deixou de ter piada e por isso bora lá convidar mais maltinha que afinal isto com mais pessoas até pode trazer surpresas. É isto?

Crónica "New in Town": buddymoons em vez de honeymoons?! Será que foi agora que o romance morreu?

De facto, quando vejo sites de casamentos (sim, eu sou a louca que depois de ter casado continua a ver alguns sites de casamentos… não vamos falar sobre isto, ok?), apercebo-me que cada vez mais existe esta procura por “destination weddings”, que não é mais do que um nome-duplo-pomposo que significa que os noivos têm bagalhuço a rodes para gastar e levam a sua família e os seus amigos para um sítio longe das suas casas, pagam as despesas todas (hotéis, alimentação, decoração, cerimónia e jantar do casamento) e certificam-se de que usufruem desses locais, na sua maioria paradisíacos, para terem dias inesquecíveis. #invejabranca.

Algumas wedding planners acreditam que como os tempos que antecedem o casamento e todos os preparativos são tão stressantes, é depois nas buddymoons que os noivos e convidados conseguem relaxar e desfrutar de momentos inesquecíveis. Já não têm que se preocupar se a tia-avó está feliz com o seu acento na mesa dos convidados, se o primo foi à borla e não deu presente, se a prestação do cartão de crédito vai cair já no mês que vem com o valor da viagem paradisíaca que vamos fazer, se o vestido ficou apertado antes da cerimónia, ou a comida não era tão boa como se tinha imaginado. Ufa! Sim, sim, que casar dá trabalho.

Mas afinal quem são estes casais tão extrovertidos? Conhecem alguns? Eu, por acaso não! Não conheço ninguém do meu circulo de amigos que tenha partilhado a sua lua-de-mel com mais pessoas. Mas qué los ai, los ai, já dizia o outro. Vá, vá, acusem-se!

Crónica "New in Town": buddymoons em vez de honeymoons?! Será que foi agora que o romance morreu?

Sem ter grandes referências, pesquisei um pouco pela Internet, essa grande amiga da ignorância, para perceber quem são estes casais.
Através de vários sites sobre o tema matrimónio consegui intuir que na sua maioria pertencem à nova “millenial generation” com muito poder de compra. Tipicamente são casais que pagam por todas estas despesas e ainda as viagens para os amigos. Na maior parte dos casos fazem um destination wedding, no Hawai, por exemplo, depois do casamento saem da ilha com um grupo mais restrito de amigos e viajam para outro destino paradisíaco, como as Maldivas, ou alguma cidade cool, como Tóquio (biscoito fino!). De acordo com a pesquisa, estas viagens podem durar um fim-de-semana ou até uma semana na ramboiada. Por vezes, no final de tudo, o casal pode optar por seguir sozinho para terminar a solo a viagem noutro destino. Ufa! Já estou cansada deste casamento. Tanta viagem, tanto check in, tanta mala, tanta roupa. era coisinha para ficar logo enjoada de tudo e de todos, de mau humor, a mandar vir com o recém-marido, com o amigo que apanhava pifos todos os dias, ou a amiga que chegava sempre atrasada aos jantares. Vê-se mesmo que estas pessoas não vêm reality shows.

Mas a pergunta mantém-se: Buddymoons são um sinal de que o romance morreu ou são apenas a moderna face dos novos casamentos, que se interessam menos pela pompa e circunstância e mais pela personalização, pela celebração e pela união?

My mind wanders…
Apesar de até ser uma pessoa mente aberta, prá’frentex e super dada à ramboiada, não sei se levava os meus amigos para a minha lua-de-mel. Aliás, NÃO OS LEVEI!!! Também aqui não havia hipótese, cada um pagava o seu que “money que é good nós não have” desta maneira tão festiva.

Bom (estalo de língua), retirando os quid pro quo financeiros, continuo a não querer levar os meus amigos para a minha hipotética segunda lua-de-mel. Sorry, pessoalm nada contra vocês, mas… apesar de já vivermos juntos antes do casamento, de termos viajado muito antes da honeymoon, nada bate aquela viagem que fizemos. NADA. É sempre especial, independentemente de todas as viagens que já se tenham feito antes, porque é a vossa lua-de-mel. O simbolismo e significado por detrás destas palavras elevam a viagem a patamares inesquecíveis e, sim, eu acho que tem que ser uma coisa vivida a dois, para construir essas primeiras memórias de uma vida para sempre. Querem que as vossas primeiras fotos de pós-casamento sejam com a maltinha a fazer selfies com cocktails na mão e sunsets na praia com os homens a mergulharem sem calções? Se calhar não…

Contudo, se estiver por ai algum amigo com esta ideia, por favor CONVIDEM-NOS! Eu não queria para a minha, mas acho que serei uma excelente adição para uma suruba matromonial. Salvo seja!
#foreváweddingsuruba

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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1 Comment

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