De: mulher real. Para: mulheres reais

De: mulher real. Para: mulheres reais
Meninas, Mulheres, G.I.R.L.S este post é para nós!
Este é um tema que me diz particularmente, porque sou mulher, porque sou muito feminina, porque tenho muitas amigas e sempre tive, e porque acho que algo se passa de muito errado com os nossos valores e com aquilo em que passámos a acreditar.

Existe uma perversão muito grande no olhar feminino, que comenta, que critica sem regras nem comoção. Já muitos disseram e provaram que a cultura que se vive é a da imagem. Hoje, adiciona-se, a obsessão pelo “saudável”, e aqui propositadamente em aspas, que defende determinados regimes alimentares altamente restritivos e particulares. E ai de quem não os siga!! Não está IN, não está na moda, não é saudável, não pode vestir determinadas marcas, nem vestidos, nem aqueles bikinis da moda.

Mas este meu post não aparece só porque sim. Não!
Vem no seguimento de um texto escrito pela Jessica Athayde no rescaldo da sua participação como CONVIDADA na Moda Lisboa para a marca Cia Maritima.
Eu como sigo a Jessica nas redes sociais vi logo as fotos que ela orgulhosamente postou e, depois, todos os comentários que se seguiram a essa publicação.
Se havia quem a cumprimentasse por ter tido a coragem de ter participado num desfile em que teve que estar praticamente semi-nua, havia, em igual medida, quem a tivesse criticado e ofendido por não ter “o corpo” que deveria ter para o efeito.

Meu Deus… por onde começar…
Se calhar pelo facto primeiro: ela foi convidada. Ela é actriz, não é modelo e o facto de ter participado num desfile onde a maioria de nós não teria sequer a coragem de se apresentar na passerele já merece o nosso aplauso.
Vou repetir outra vez ELA NÃO É MODELO, ok!? E por isso acho que a introdução de pessoas que não são o estereótipo de uma modelo só vem enriquecer o espectáculo e dar diversidade à marca. Mostrar ao grande público que as peças expostas podem ser utilizadas por qualquer pessoa, sendo que… sendo que… a Jessica tem um corpo BRUTAL.
E é que aqui é que vem a perversão. Quem acha que o corpo dela é uma afronta ao olhar comum é DOIDO, neste caso DOIDA!

Minhas amigas, este é o meu pedido: Não ajudem a denegrir mais a imagem das mulheres. Não se auto-boicotem com mensagens que são tudo menos saudáveis. Porque quem comenta é mulher também, mãe, amiga, e tem, de certeza, as suas inseguranças e fantasmas.

Quem não gostava de estar ali a desfilar que atire a primeira pedra?
Quem não gostava de ter o corpo da Jessica, saudável, bonito, luminoso, REAL, que diga de sua justiça?
Quem não tem rugas, marcas, sinais, celulite, estrias, gordurinhas a mais?
Quem não queria que as mulheres parassem de ser as suas próprias inimigas que se cale para sempre?
EXACTO!

Vamos acabar com este bulliyng permanente que só deixa as mulheres (de todas as idades) menos seguras, menos felizes, com propensão para estilos de vidas menos saudáveis, escravas da imagem. CHEGA!

Apoiam-se mais. Defendam-se! Este é um olhar demasiado redutor sobre a nossa existência para continuar a ser mencionado com a força que tem. E a dignidade da condição feminina, acredito eu, passa por nos unirmos nesta luta e neste desejo de mudança de nós contra nós. Eu, tal como a Jessica, quero um mundo de mulheres felizes, inteligentes, seguras, trabalhadoras, solidárias, humanas, que façam a diferença no seu mundo pessoal.

Jessica, no seu texto, cita quem lhe inspirou – Ema Watson – , que no seu primeiro discurso como Embaixadora das Nações Unidas para a Boa Vontade, inspirou o mundo lançando a campanha ONU #HeforShe, que versa sobre a liberdade e a igualdade entre os sexos.
Abracemos esta (nossa) causa. Por ela, pela Jessica, por nós e por cada mulher que está ao nosso lado. Seja na rua, em casa, no trabalho, ou numa simples e ridícula fotografia num ecrã qualquer.

Alguém é capaz de dizer alguma coisa sobre estas fotografias?! Bem me parecia.

De: mulher real. Para: mulheres reais

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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