Faz hoje 100 anos que começou a I Grande Guerra

Faz hoje 100 anos que começou a I Grande Guerra
Envio de tropas expedicionárias para Moçambique, no cais de Santa Apolónia, em 11 de Setembro de 1914. ANSELMO FRANCO/ARQUIVO MUNICIPAL DE LISBOA in Público

Sem querer entrar em grandes pormenores, nem dar uma lição de história (até porque não o conseguiria, com o mérito que o evento  merece), sinto que há acontecimentos que não podem ser esquecidos. 

Há 100 anos, a 28 de Julho de 1914, dá-se início aquela que seria conhecida como a I Grande Guerra Mundial que terminou quatro anos depois, a 11 de Novembro de 1918. O conflito foi desencadeado na sequência do assassinato do arquiduque Francisco Fernando, da Áustria (o herdeiro do trono da Áustria), por um nacionalista jugoslavo. Neste seguimento, a Casa da Áustria declara guerra à Sérvia. As alianças militares foram chamadas ao conflito e semanas depois deste acontecimento as grandes potências mundiais estavam em guerra. 

Fait-divers à parte, uma vez que aqui o propósito do exposto não é ser documental, convém reter que esta foi a primeira guerra globalizada que mudou drasticamente os contornos físicos de uma Europa já retalhada, e que alterou por completo a dinâmica das relações internacionais entre os povos.

De ressalvar que foi uma guerra extremamente populada e sangrenta, onde os eventos nos conflitos locais eram tão tumultuados quanto as grandes frentes de batalha. A “Guerra nas Trincheiras” só foi possível graças aos avanços na tecnologia militar, que significou na prática um poder de fogo ofensivo nunca antes visto, tornando a Primeira Guerra extremamente mortífera.

Com o fim da guerra, as quatro grandes potências – impérios Alemão, Russo, Austro-Húngaro e Otomano – deixaram de existir e o mapa da Europa Central foi redesenhado em vários países menores. Deste flagelo mundial emerge a Liga das Nações (organização precursora das Nações Unidas), num reduto último de evitar a todo o custo o surgimento de um outro conflito desta magnitude.

Contudo, há um consenso histórico de que o nacionalismo europeu provocado pela guerra, juntamente com a separação dos impérios, as repercussões da derrota da Alemanha e os problemas decorrentes do Tratado de Versalhes foram ingredientes explosivos que cozinharam em lume brando o inicio da Segunda Guerra Mundial.

Com apenas (e digo apenas por ter sido na realidade há muito pouco tempo) 100 anos de vida, esta guerra, por ser demasiado brutal e presente, não pode ser esquecida. Mas não se deixem enganar! É que apesar da sua aparente velhice, a velha guerra está longe de precisar de andarilho ou estar acamada. Fiquemos, pois, atentos não vá um dia esta bafienta velha querer sair do “lar da história” onde foi colocada. 

Seguir:
Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

Share:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.