Fim-de-semana de chuva = maratona de “True Detective 2”

Fim-de-semana de chuva = maratona de “True Detective 2”
Fim-de-semana de chuva = maratona de "True Detective 2"

Se o João lê este post é bem capaz de me chingar para a vida…

Como sabem eu sou hiperactiva, louca-das-actividades-constantes, não consigo ficar um dia em casa sem sair, não tenho a cultura do “rabo-no-sofá” e deprimo com fins-de-semana desperdiçados em casa. Sim, eu sou esse ser adorável que mobiliza meio mundo para sair, que odeia estar em casa “só porque sim” e que se passa se não há um programinha para fazer.

(Agora, maridão não leias!!)
Mas neste fim-de-semana soube bem. Soube muitooooo bem ficar em casa mais tempo que o normal, não ter nada planeado e simplesmente morrer no sofá enquanto se vê séries parvas que dão na televisão (e a quantidade é assustadora!). Já não tínhamos um fim-de-semana assim há muito tempo, sem trabalho nem viagens. Sem reuniões familiares ou jantares com a malta. Estivemos só nós os três a ser felizes na tranquilidade do nada que é o vortéx alinhado entre o raio da televisão e o diâmetro do meu rabo no sofá. Priceless!

Entre muita junk Tv que vimos nestes dois dias, destaque para o final de True Detective que tínhamos começado a ver, a segunda temporada da série, na semana passada e neste fim-de-semana de ócio terminámos com mais uma saga sangrenta de uma história bem contada.

Quem nunca viu esta série (temporada 1 ou 2) pode já sair deste blog porque são um ovo podre. Estão a perder uma das melhores séries de SEMPRE. Tem suspense, tem drama, tem mistério, tem mortes por desvendar e personagens densos e complexos.

Sou sincera, depois de ter devorado e amado a primeira temporada (que é simplesmente G.E.N.I.A.L!!) estava muito curiosa para saber como iriam igualar a primeira-obra-prima e, se humanamente possível, ultrapassá-la em engenho. Pois que não conseguiram… Buuu-huuuuu!
Eu já tinha lido umas coisas na imprensa internacional. Já tinha visto umas críticas à segunda temporada, mas dei o benefício da dúvida, porque quantas e quantas vezes a crítica não se une para odiar e o produto até é bastante bom? Exacto! Foi o que pensei.

Contudo, a crítica não se enganou desta vez… e desculpem o spoiler, mas é verdade. Não sou tão mazinha como a crítica, mas arrisco dizer que a história merecia outro desfecho. É que até meio da temporada eu e o João comentávamos que não percebíamos como é que tinha sido tão arrasada. Que estávamos a gostar das personagens, que estávamos a perceber o plot, por isso ficámos ainda mais expectantes para ver o final.

À medida que chegamos ao penúltimo e último episódio ficámos com um doce-amargo. Começámos a perceber que estávamos a levar com muita informação desnecessária pela retina, como se de repente alguém tivesse entrado na sala dos argumentistas e tivesse dito “epah pessoal só temos mais dois episódios para contar a história, desen-merdem-se”. E foi isto que aconteceu. Aquilo precisava de respirar mais um bocadinho, dar mais espaço às personagens para perceber o que se estava a passar. Houve ali relações e ligações entre personagens muito mal contadas. Enfim… não se pode ter tudo!

Entretanto, tiro o chapéu aos protagonistas. Grande interpretação de Rachel McAdams ao longo da série. Destaque para o acting do Colin Farrell quando soube que tinham prendido o alegado violador da mulher dele (não estou a revelar nada de extraordinário, acalmem-se!) e de Vince Vaughn quando faz aquele monólogo genial na cama a olhar para umas manchas no tecto. Muito, muito bom! Já para não falar que o mulherio fica bem servido com o “serviço” de Taylor Kitsch na trama, que a págunas tantas já é o nosso personagens preferido.

Vale por isso, pelo genérico, pela música do genérico (que fizemos sempre questão de a ouvir TODA até ao final em TODOS os episódios, deixo em baixo para se deliciarem), pela banda-sonora e a cereja no topo do bolo é, sem dúvida, aquela senhorita que está sempre a cantar no bar onde os dois arqui-rivais-BFF’s sempre se encontram. E mais não digo!

Venham mais séries, mais dias de chuva (não muitos, ok?) e muito descanso…mas não digam ao João que disse isto, ok? Fica aqui entre nós!

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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