Guilty pleasures

Guilty pleasures
Guilty pleasures

1# REALITY SHOWS

Eu, Marta, aqui me confesso.
Abri este espaço de partilha e amizade para poder desabafar sem medos nem julgamentos.
Todos temos Guilty Pleasures, ou como define o dicionário, “um desejo estético oculto”. Totalmente de acordo.
Este texto surge de uma discussão (recorrente) lá em casa pelo comando do comando (perdoem-me a repetição) da televisão em horário nobre. É que não há paciência!!!

Eu sou completamente viciada em televisão. Sempre fui, sempre vou ser. Está no meu ADN, i guess.
Lembro-me perfeitamente de em criança chegar a casa e a primeira coisa que fazia era ligar a televisão e ficar fascinada com tudo aquilo que se passava na caixinha mágica. E esse modus operandi propagou-se no tempo e no espaço e, hoje, a primeira coisa que faço quando chego a casa é ligar a televisão. Quer seja por companhia, quer seja por interesse em algum programa específico.

Numa era em que a maior parte das pessoas da minha idade não contribui para as audiências televisivas, e prefere ver TUDO no seu Mac de 13 polegadas amarfanhado entre a almofada, a sanduíche e o sofá – a maravilhosa trilogia nocturna – eu continuo a ser uma válida telespectadora à moda antiga, que valoriza o ecrã e o comando como holy grail indiscutível. Gosto, pronto! O que é que se há-de fazer?! Deixem a miúda em paz!

E… e… sou uma “zapper” feroz, militante, sagaz, que sem dó nem piedade passa de canal em canal com uma velocidade assustadora, qualidades que desenvolvi nos tempos idos nas trincheiras televisivas. Lembro-me de já ter visto 3 FILMES em simultâneo, em três canais distintos (sinto mesmo que isto pode ser uma característica a potenciar e a rentabilizar. Senhores operadores televisivos façam de mim a vossa cobaia).

Ora bem, mas neste corrupio de canais e mais canais (que o cabo veio revolucionar a minha vida) há um género programático que me detém sempre. Reality Shows. Pppppffff… É que é hipnótico. estou a fazer o meu zapping inocente, sem nada em vista e de repente bato de focinho com uma casa onde estão pessoas dentro e pumbas! Tenho que ficar a ver. Não há hipótese. Aquilo fascina-me. Aquele momento voyeurista dá cabo de mim. É a cusquice feminina elevada ao expoente máximo, que multiplicada por vergonha alheia e somada com fascínio social dá um resultado muito pragmático – ficar a ver.

Quer sejam indivíduos numa selva a comerem escaravelhos para sobreviver, quer sejam as “Guidas” do Jersey Shore a enunciar todos os palavrões existentes à face da terra, ou aspirantes a modelos que choram porque lhes cortaram o cabelo numa make over, ou o drama vivido nas ruas de Nova Iorque por designers wannabe que “one they are in, and one day they are out”… eu fico a ver. Posso não conhecer a história, a mecânica do “jogo” (porque reality é jogo) ou os personagens, but… Who cares?!?! (É esta parte que não consigo que o homem lá de casa entenda. Sim, ele critica e goza com todos).

E adoroooo quando do alto do pedestal televisivo as pessoas se engalanam para vociferar que todos estes programas são terríveis, degradantes e bek bek bek. Meus amigos, essa eu não compro! Digam o que disserem, façam o que fizerem TODA a gente os vê! E prova disso são as esmagadoras audiências dos reality shows portugueses, por exemplo.

Para mim televisão é puro ENTRETENIMENTO. E Reality Shows entretém-me. Ponto final. Fazem-me esquecer tudo e não tenho que pensar em mais nada. É mau?! Não, não é!

Pior pior é quando juntamos a fome com a vontade de comer. Quando juntamos um reality show com um canal que é do demo. Keeping Up With The Kardashians no E!Channel é um festim para o meu olhar borrego de domingo à noite. As minhas pálpebras batem palminhas.

E este é apenas o primeiro de alguns dos meus Guilty Pleasures, porque estes pequenos pecados nascem para serem partilhados. Sim sim que eu sei que vocês também os têm…

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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