Momentos de crise pedem ideias solidárias

Momentos de crise pedem ideias solidárias

Cá em casa estamos a completar o nosso décimo terceiro dia de isolamento voluntário. Até agora, tudo normal. Temo-nos sentido bem. Os passeios necessários com a Concha têm ajudado a equilibrar a sanidade mental e os treinos no jardim ajudam a minimizar os efeitos de estarmos, praticamente, fechados em casa há 13 dias consecutivos.

Temos tentado, de forma genérica, manter as nossas rotinas – acordamos à mesma hora, tomamos o pequeno-almoço, tomamos banho, vestimo-nos, fazemos a cama, sentamo-nos em frente ao computador a despachar trabalho, fazendo, apenas, pausa para almoçar, fazer uma máquina de loiça e estender uma roupa – e a nossa produtividade.

Estamos ainda no início da quarentena

Mas estamos ainda no início e esta é a parte que custa mais integrar. Não saber quando é que este isolamento vai terminar, deixa-nos a todos com níveis de ansiedade que não ajudam a manter a positividade.

Se de início consumíamos toda e qualquer notícia sobre o estado geral do país e do mundo, agora já somos muito mais selectivos nas fontes. Tentamos só ter a televisão ligada às horas dos principais noticiários, para não cairmos numa espiral de medo.

Contudo, a preocupação está lá. Não se evaporou, nem minimizou com o tempo de quarentena, bem pelo contrário.

Se de início as questões de saúde ocupavam os destaques, agora as consequências económicas levantam muitos mais problemas a médio e longo prazo, que nos deixam com um fechado nó na garganta.

O que vai acontecer depois do isolamento?

Quantos negócios vão fechar? Quantas pequenas e médias empresas vão ter de despedir funcionários, para poder sobreviver? Como é que o Estado vai actuar para minimizar esta hecatombe social? Não sabemos… é um ajuste diário.

O que é certo é que à medida que o tempo vai passando, agudizam-se os “como” e os “porquês”. As indefinições e as consequências decorrentes do “depois”. O que nos resta? O que vai ficar de nós? Como seremos depois disto passar (porque vai passar!)? O que é que esta experiência nos está a ensinar?

Enquanto não temos respostas para todas estas questões, ainda abertas, prosseguimos com o melhor que temos para dar que, neste momento, é o confinamento e recato.

Momentos de crise pedem ideias solidárias

Mas é, também, no medo e no desconhecido que surgem (acredito sempre!) as melhores ideias, as formas mais solidárias de auxílio e a ajuda ao próximo.

Sobre este tema das boas ideias farei vários posts dando conta de inúmeras iniciativas que estão a surgir para minimizar os danos causados pelo estado de emergência atual.

Se tiverem alguma sugestão, se souberem de alguma iniciativa que mereça ser divulgada, partilhem, por favor. Vamos aumentar esta rede se suporte e ajudar quem poderá estar a passar por grandes dificuldades, sabendo, porém, que no final… #vaificartudobem.

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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