Mulher do ano: Maria da Conceição

Mulher do ano: Maria da Conceição

Mulher do ano: Maria da Conceição

“Qual Maria da Conceição, Marta”?

Vocês não sabem do que estou a falar?! Pois, eu também não sabia até ontem e hoje não posso ficar indiferente a Maria da Conceição, um nome tão português para uma heroína de tamanho mundial. A história desta mulher é incrível, esmagadora, impactante e tão pouca gente conhece…

Ontem, como acontece muitas vezes, quando estava a caminho de casa esqueci o transito infernal com uma paragem estratégica pelo programa da “Prova Oral” do Fernando Alvim, que sempre me alegra ao final do dia.

Não comecei a ouvir o programa logo no inicio, por isso tive que ir colando informação, retalhada que ia sendo partilhada pelos intervenientes que estavam em estúdio para tentar perceber quem era a convidada e de que se tratava o tema.

Apanhei logo no momento em que tinham iniciado os telefonemas dos ouvintes. TODOS, mas todos estavam com voz embargada, de lágrimas nos olhos, auditivamente emocionados (tudo isto imaginei pela discrição de todos os ouvintes sobre o seu estado de espírito). Elogiavam desmesuradamente a convidada, a sua história de vida, as suas experiências, mas a cima de tudo a sua veia filantrópica.

Todos eles falavam em Maria da Conceição, Maria da Conceição, Maria da Conceição. Mas quem é a Maria da Conceição, pensava?!
A primeira ronda de intervenções acabou e finalmente Alvim fez um apanhado, para os que chegaram atrasados à conversa (Eu!), do que se tratava no programa de ontem. Resumindo:

Maria da Conceição, ex-hospedeira da Emirates, foi durante uma escala de 24 horas na capital do Bangladesh, Dhaka, que, ao ver a extrema pobreza da população, decidiu mudar de vida.

Em 2005, fundou a Fundação Maria Cristina, numa homenagem à sua mãe adoptiva, uma refugiada angolana que a acolheu mesmo sendo viúva e mãe de seis crianças.

Já retirou centenas de crianças das ruas e acredita que a educação é a chave para combater a pobreza. Para angariar fundos para os projectos da fundação, tornou-se na primeira mulher a correr sete maratonas em sete semanas seguidas e em continentes diferentes e até já escalou o topo do Evereste.

Neste momento a Fundação Maria Cristina apoia mais de 200 crianças que estão matriculados em escolas particulares e faculdades em Dhaka, e mais de 50 adultos a estudar no âmbito do programa MCF Inglês. A Fundação tem como principal objectivo aliviar todos os que ajuda de obstáculos para lhes dar a liberdade de estudar, fornecendo-lhes tudo o que esteja relacionado com as suas necessidades diárias, tais como transporte, alimentação, alojamento, medicamentos, produtos de higiene e material de higiene para si e para toda a sua a família, pois só assim conseguirão obter a formação de que necessitam para melhorar a sua qualidade de vida, arranjar emprego e sair da pobreza.

É incrível! A história desta mulher é incrível. Reduz-nos à insignificância de percebermos que não estamos a fazer o suficiente, que temos obrigação de sermos mais e melhor. Faz-nos perceber que o que nos deveria orientar era a preocupação para com os outros e o seu bem-estar. Ouvir o seu discurso é perceber que temos que fazer mais.

É a história de uma mulher, que parece reunir a força da humanidade.
Muito, muito orgulho nesta portuguesa.

Mulher do ano: Maria da Conceição

Não vos vou maçar com toda a história, vou deixar-vos com todos os dados necessários para pesquisarem e saberem um pouco mais sobre esta mulher, sobre esta Fundação, que merece um olhar muito maior sobre o seu trabalho e pensem… pensem de que forma é que cada um de nós pode ajudar esta ou outras Fundações que têm como propósito ajudar a salvar vidas. Não foi ao acaso que Maria da Conceição foi distinguida com o prémio “Mulher do Ano” pela revista GQ Portugal, no passado sábado e colocou toda a assistência de lágrimas nos olhos.

Ontem, durante todos os telefonemas existia esta constatação no ar, ninguém sabia, até à emissão do programa, quem era esta mulher, nem qual era o seu trabalho. Como não?! Era a pergunta a que todos chegávamos. E não pode ser. Não pode. Por isso é que decidi que a minha contribuição imediata para esta Fundação seria a divulgação. Divulgação do seu trabalho, da mulher por trás deste trabalho tão meritório.

Se puderem ajudar a divulgar também já é uma grande vitória para a fundação Maria Cristina. Se trabalharem numa empresa com responsabilidade social, falem da Maria. Se tiverem outra forma de se colocar ao serviço da Fundação, contactem.

E que seja este o nosso primeiro contributo…

TEd Talk da Maria aqui:

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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