“Não namorem com este gajo!” by Pipoca Mais Doce

“Não namorem com este gajo!” by Pipoca Mais Doce
"Não namorem com este gajo!" by Pipoca Mais Doce

Querida Ana,
Escrevo em modo carta aberta, como seguidora exímia, atenta, super-fã-do-universo. O que eu me ri com este teu post. Está G.E.N.I.A.L Meu sonho, tornado realidade. Assino por baixo, pelos lados, por cima, em todo o lado.
Em bom setubalense, “Miga, acerrrrrtastes na mouche. Ganda cacholada!”

Tu não vais acreditar, mas esta tua ideia andava a popular na minha mente há séculos. Já a tinha comentado com amigas e tudo. E, SIM! Por favor, façam isso, mais que não seja em contexto anónimo, em modo caixa de comentários ai no teu blog. Por favor! Isso é serviço público!!!

Meninas, não sabem do que estamos a falar (sim, eu estou a imaginar que estou a falar com a Ana)?!?! Ppppppffffff. Eu explico:

Pois bem, escreveu a nossa Pipoca Mais Doce um texto maravilhoso sobre o que seria interessante criar um blog com o nome “Não namorem com esse gajo”, dedicado exclusivamente à partilha de situações concretas que se tenham passado nas vossas vidas amorosas, que pela gravidade ou surrealidade da situação mereciam ser espalhadas aos 4 ventos para alertar as próximas “piquenas” que se quisessem meter com aquela personagem. É um “ele fez isto, aquilo e o outro, mas se quiserem meter-se com ele, estão por vossa conta”. Uma espécie de cadastro relacional para que se vá avisado de antemão, para não termos dissabores à posteriori.

É que não têm noção. Cada vez mais oiço histórias e mais histórias de amigas, conhecidas, companheiras de trabalho, amigas das amigas, primas das primas, que são escabrosas, medonhas, terríveis, desumanas. Histórias de vida relacional que me fazem pensar que este mundo anda loucooooo!! E, pior, que as pessoas agem como se não houvesse consequências. E se houvesse?! Ui, ui… Era o fim do mundo em cuecas!!

Quem é que perante o conhecimento de um Senhor-Traste-Cabrão (e olhem que não digo asneiras) não teve o desejo de ir ao mural dele, no Facebook, e contar a sua petit história para que os seus seguidores/amigos o conhecessem um bocadinho melhor?!? É que muitos andam ai na clandestinidade, impunes nos seus crimes passionais. Que atire o primeiro like quem nunca lhe apeteceu “repor a verdade dos factos”.  Ah pois é meninas! Ah pois é!

Mas leiam o texto da Ana que explica muito melhor esta ideia, que seria para lá de genial.
Porém não dá, né?! Podemos já imaginar que seria uma enxurrada de escárnio e mal-dizer sem apuramento da verdade. Um muro das lamentações ressabiadas. Enfim, mas uma pessoa pode sonhar, né?! Querida Ana, bates forte cá dentro! És grande! #PipocaCapaz

Texto Original:

Hoje almoçava com uma amiga que é uma das minhas eleitas para falar de relações, porque acho que tem um discernimento (e um sentido de humor) como poucas. Estava a contar-lhe a história de uma pessoa que conheci recentemente – uma coisa muito tétrica que mete traições, gravidezes alheias e casamentos que acabam ainda na lua-de-mel-  e dizia-me ela que devíamos criar um blog estilo “Não Namorem Com Este Gajo”, no qual alertaríamos outras mulheres para não se envolverem com trastes que já nos tivessem passado pelas mãos. Era assim uma espécie de serviço público, de mulher para mulher, uma coisa de extrema utilidade. A ideia era pôr uma foto do gajo (ou várias, de todos os ângulos e nas mais variadas situações,identificando até sinais e marcas de nascença, para que não restassem dúvidas) e depois deixar uma espécie de curriculum vitae. Sendo que em vez das características e competências positivas, só daríamos a conhecer o lado negro. Tipo:

– Namorávamos há quatro anos, estávamos de casamento marcado, mas ele acabou tudo porque estava com dúvidas. Mas não teve dúvida nenhuma em enrolar-se com a porquita do departamento de Recursos Humanos (que, sublinhe-se, já andava a comer há mais de um ano);

– Estar na cama com ele era uma diversão, tendo em conta que tinha um pénis que não provocava mais do que cócegas;

– Usou a desculpa do “o problema não és tu, sou eu”;

– Nunca pagou um jantar, nem o primeiro. Tivemos sempre de rachar a conta;

– Apanhei-o vestido de gaja no Trumps;

– Disse-me que tinha de ir para a Índia alinhar os chakras, mas foi para Ibiza com os bêbados dos amigos;

– Quer um compromisso, depois já não quer um compromisso, depois quer um compromisso, depois já não quer um compromisso, depois quer um compromisso, depois já não quer um compromisso;

– A mãe telefona-lhe 14 vezes por dia, vai connosco ao cinema, às compras e de férias;

– Vive sozinho com oito gatos;

– Usa camisolas de gola alta. FU-JAM!

– Tem as sobrancelhas mais bem arranjadas do que as minhas;

– Anda à porrada quando alguém lhe buzina no trânsito;

– Estávamos nas nossas primeiras saídas quando percebi que ele andava em “primeiras saídas” com muitas outras. Não percebeu porque é que lhe espetei um chapadão depois de me ter dito que “era normal”, que “precisava de explorar bem o mercado para fazer a melhor escolha”;

– Quando se enerva fala em falsete;

Percebem o potencial e a funcionalidade que um site destes poderia ter? A ideia é muito gira e muito apetecível (até já deve haver qualquer coisa do género, para aí nos States), mas espetar com o trombil de um pessoa num blog e ainda desancar-lhe forte e feio deve dar direito a processos vários. Mas que há muito homem aí que merecia, ui, se há. Enfim, na impossibilidade de se poder criar um blog, sintam-se à vontade para usar esta caixa de comentários para expressarem a vossa indignação. Tipo “o Paulo André, de Carrazeda de Ansiães, trocou-me pela minha madrinha de crisma”. Estou a brincar, não venham para aqui divulgar dados nem números de telefone, mas de resto digam tudo o que vos vai na alma. Eu vou deixar uns comentários sobre alguns trastes que fui coleccionando. Como anónima! Ah ah ah ah ah ah ah (gargalhada maquiavélica).

Nota: este texto contem ironia, sarcasmo, generalizações, situações propositadamente exageradas e (aquilo que, para mim, são) piadas. Não se enervem.

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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