O dia em que vi a minha vida a andar para trás à hora do almoço

O dia em que vi a minha vida a andar para trás à hora do almoço
O dia em que vi a minha vida a andar para trás à hora do almoço

HOJE FOI O DIA…

Fui almoçar ao Chiado com o maridão, tudo nice, tudo fino, tudo impec.
Depois do repasto ele seguiu para o seu carrinho para dar de fuga como a tartaruga e eu como ainda tinha uns bons minutos para queimar decidi ir a umas lojinhas ver roupa para o meu sobrinho (lindeza da sua Titi!).

Entrei na Zara, prevariquei. Ups! Mas tudo em nome do menino.
Depois entrei em mais uns quantos estabelecimentos e terminei o meu périplo pela H&M que, by the way, está super tentadora com a nova colecção Studio e com o novo corner de make-BAFO. Mas sobre isso vou fazer um post à posteriori (que é sempre uma palavra composta que amo utilizar).

Estava no piso 4 da loja, alegremente a compor uns conjuntinhos-coisa-mai-linda-riqueza-de-miúdo quando a música pára e se houve uma voz masculina, pausada, a verbalizar o seguinte texto:

(Tim-tom-tum)

Caros clientes, estamos com problemas na nossa loja, pelo que pedimos que a abandonem de imediato. As nossas funcionárias vão acompanhá-los até às portas ou saídas de emergência. Afastem-se do edifício“.

Eu parei, com ar de parva (de certeza) olhei para uma senhora que estava ao meu lado e ficamos as duas a olhar uma para a outra como que a perguntar, sem verbalizar, se estaríamos loucas ou se realmente tínhamos ouvido o que tínhamos acabado de ouvir. Capiche?

O dia em que vi a minha vida a andar para trás à hora do almoço

Olhei em redor, algumas pessoas pareciam não ter ouvido nada de nada porque continuavam a falar, não vi funcionárias nenhumas (se calhar já estavam a abandonar o barco) e depois outra vez:

(Tim-tom-tum)

Caros clientes, estamos com problemas na nossa loja, pelo que pedimos que a abandonem de imediato. As nossas funcionárias vão acompanhá-los até às portas ou saídas de emergência. Afastem-se do edifício“…

Foi ai que pensei: “No., no, no. nooooooo don’t funk with my heart!”. De mim não fazem canoas. Ariosp! Faz-te à vida, Marta. 
Comecei a ver pessoas a correr desalmadamente pela loja. Larguei tudo o que tinha no chão (snif snif!) e comecei, em passo acelerado, a dirigir-me para a porta principal. No piso de entrada só se via as pessoas todas a correr. Loucas. Uma cena à filme. Corri também, sei lá, uma pessoa nestas coisas faz qualquer coisa para salvar o seu ASS. “My Anaconda, DON’T”!
Saímos todos pela porta principal. As pessoas que passavam na rua ficaram todas a olhar para nós, como se fossemos loucos e nesse preciso momento começou a tocar qualquer coisa lá dentro que não percebi se era uma espécie de alarme ou não, mas o bicho pegou lá dentro, eu é que já estava a meio da rua.
O dia em que vi a minha vida a andar para trás à hora do almoço
Porém, Senhores da H&M deixo só aqui um conselho de amiga, da próxima vez que quiseram alertar os vossos clientes para alguma coisa GRAVE que termine em “afastem-se do edificio”, talvez convinha convidar alguém para a voz off com mais garra e com peso no discurso e não uma voz que mais parecia que nos estava a informar sobre uma promoção a um pack de cuecas na secção de homem. Just saying. Ok? Fica a dica e possivelmente a hipótese de evacuar o edifício muito mais rápido. 
Que M.E.D.O.O.O.O.O.O.O.O.O! Subi o Chiado como se fosse o Obikwelu e ainda estou aqui meio a pensar no que é que aconteceu. Alguém sabe o que se passou? Bomba? Fuga de gás? Perigo de ruir? 
No caminho para o trabalho liguei ao Senhor-Lá-de-Casa para contar o que se tinha passado, ainda com um tom ofegante de quem tinha ido escolher um babygrow e acabou vitima de sei-lá-o-quê e sabem o que ele me respondeu?! “Melhor! Só assim não gastaste mais dinheiro”. Se eu não soubesse que ele era pessoa de bem, quase que apostava que a ameaça de bomba tinha sido encomendada por esta mente perversa. Pppffff… És ruim. Ouviste? És ruim. 
O dia em que vi a minha vida a andar para trás à hora do almoço
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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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