Once Upon a Time no Mercadito da Carlota

Once Upon a Time no Mercadito da Carlota
Once Upon a Time no Mercadito da Carlota

Pois é… eu estive lá, como toda a Lisboa, Portugal e arredores. E senti a necessidade de escrever este post porque primeiro acho que é sempre super positivo fazermos uma shout-out a todas as iniciativas portuguesas que conseguem promover o nosso comércio e dar espaço e visibilidade para os negócios online ganharem uma maior proximidade com o consumidor e, por conseguinte, aumentar o seu potencial de vendas.

Por isso a Fernanda Velez está de parabéns, ela e toda a equipa que esteve por detrás deste mega encontro de marcas e pessoas do universo infantil. Porém, acho que há aqui algumas arestas a limar e digo-o como consumidora, como profissional de comunicação atenta a estes fenómenos, como blogger e como visitante. Não obstante a todo o positivismo que reveste o Mercadito eu deixo apenas alguns “dont’s” que se pudessem ser “repensados” iria ser bastante importante para a continuidade da iniciativa.

– O ESPAÇO – O Museu da Carris é muito giro e tal, um sítio central na nossa capital, mas para a dimensão que o evento já alcançou é demasiado pequeno para tantas pessoas, mães, grávidas, pais, famílias, crianças e CARRINHOS de BEBÉ. De futuro seria melhor escolher um local com mais ventilação e espaço para a quantidade de pessoas que lá se encontravam. Eu não sei se alguém se apagou entretanto, mas no meio daquela confusão toda não sei não. O INEM devia estar de prevenção. Era mais um primeiro dia de Super Bock Super Rock, sem a poeira nem as cervejas, mas com mini pessoas e limonadas. Estava impossível de se andar. Não comprei nada à conta disso. Nem conseguia chegar às bancas para ver os produtos, tal não era a confusão de gente e a inadequabilidade do espaço. Para a próxima vez pensar mais em Centro Congressos de Lisboa, em FIL e em muito ar condicionado, ok!?

– As MARCAS – Não sei como é feita a selecção das marcas presentes. Possivelmente advém de uma relação pessoal com a organização e com o blog da Carlota, mas senti que era tudo muito mais do mesmo. Já ninguém aguentava ver mais uma banquinha onde se visse um cueiro (apesar de sempre ter querido usar esta palavra, acho que nunca irei vestir o meu filho/a com isto) com folhinhos, uma touca com folhinhos, um macacão com folhinhos, uma camisa com folhinhos, TUDO era com folinhos e TUDO era IGUAL. Percebo que muitas coisas estão, de facto, na moda. Que o target daquele Mercadito pede um folhinho ou outro, mas por amor à Santa! Enough is enough! Mais uma vez, não comprei nada, não tive vontade de comprar nada para as minhas sobrinhas, sobrinhos e afilhada. A cada metro apetecia-me dar meia volta e sair dali enquanto não me dava uma quebra de tensão e não espetava uma nesga de folho pela retina adentro.

– VALET PARKING de CARRINHOS de BEBÉ – Não se riam. É a mais pura das verdades. Este conselho é ouro. Não andem com os carrinhos dentro da feira, porque simplesmente é caótico. Havia atropelos, pais furiosos como se estivessem em plena hora de ponta, pisadelas de rodas e carrinhos com crianças anafadas, suadas e, muitas delas com idade para andar na primária. Se já podem aprender a escrever os seus nomes, acho que já podem mexer as suas perninhas e ANDAR. Não sei… deixo aqui a pergunta: a partir de que idade é que se pode levar uma criança dentro de um carrinho sem que os outros nos lancem olhares estranhos?! Para a próxima, em jeito de bengaleiro mas de carrinhos façam esse serviços. Os visitantes e lojistas agradecem. Não se podia estar. Era um caos!

– DRESS CODE – Não sei se vinha em alguma newsletter ou email que não recebi, mas senti-me out na passerelle. É que quem não tivesse entre a descrição: pai de camisa de linho e macasin/alpercata; mãe de botim boho-franja e calçonete a mostrar o pacote recauchutado depois de desovar; filhos/as de soquete até ao joelho, macacões, cueiros (lá está!), laços e folhos vários; e carrinhos XPTOS (mais caros que o meu Smart) em competição de alturas, marcas e design, aos quais se acoplavam balões vários, era inevitavelmente escolhido para fora do grupo. Tipo selecção natural de Darwin, mas em mau!

And that’s a rap!
Relembro que este post não é para encavar é apenas para dizer que continuo a gostar imenso destas iniciativas e acredito que mais eventos destes têm que ter lugar, no entanto é preciso repensá-los na forma e no conteúdo. Estas são apenas as free-tips de uma simples consumidora/visitante atenta.

Xoxo

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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