Quando questionamos a essência

Estou a precisar de arrumar ideias…
Decidi há um mês atrás desafiar-me. Fazer um back to basics para fazer uma avaliação, de alma e coração, sobre aquilo que me motiva e me preenche.
Queria perceber se ainda tinha aquela vontade, aquela habilidade para ser aquilo que acho que sou.

Não sei se é do descontentamento profissional que vivo, da necessidade de fazer algo de diferente, ou da viragem de década (há quem acredite que isso mexa connosco e com a necessidade de cumprir desígnios) esta pareceu-me a altura certa para arriscar.

Mas o problema de nos colocarmos à prova reside no facto de não sabermos qual será o resultado e pior… lidarmos com os nossos próprios fantasmas, com as nossas inseguranças, enfrentar os nossos medos. Porque tudo o que depende da avaliação e validação de outros abana os alicerces. Esperamos que os outros gostem e nos aceitem. Pior para alguém que, como eu, vive da perfeição e procura a aceitação dos outros, faz destes momentos completos malabarismos de auto-critica que não permitem avançar e crescer.

Espero incessantemente por um sim, para me validar e não deve ser assim…
Eu aqui me confesso: I’m a pleaser, ou em bom português, gosto de agradar e de fazer as coisas sempre bem. Só que este de medo de errar, retira-me espontaneidade, rouba-me a naturalidade e o sorriso que preciso para ser EU, para dar tudo de mim.

O problema aqui é que eu sou a minha pior inimiga. A minha auto-critica é-me destrutiva por intenção. E o que me tem acontecido é que em vez de estar a beber de uma nova inspiração, estou cheia de medos, dúvidas e em questionamentos interiores. Estou a boicotar a minha felicidade… Mas porquê?! Porque raio? Com que direito? Estou parva ou quê? Mas o que é certo é que estou a sentir “isto”, e “este” não pode ser o caminho que me trará respostas.

Às vezes precisamos saber (quase em mantra budista) que somos aquilo que merecemos. Que sabemos o que somos. Não podemos duvidar disso. Ninguém nos pode fazer duvidar disso. Podemos chegar onde quisermos se formos verdadeiros e honestos, se gostarmos de nós.
Tenho que deixar de pensar que não mereço estar ali. Não posso deixar a minha mente vaguear sobre o que pode correr mal e cair numa espécie de espiral de dúvida.

Porque sei que quando tudo isto acabar (e já falta muito muito pouco) vou olhar para trás e vou chibatar-me por não ter dado tudo de mim, sempre com aquele medo parvo de errar, naquela ansiedade infundada de ser perfeita, naquela dependência pela validação dos outros, naquele pânico que me tira o sorriso. Chega! Tenho que dar um passo em frente.

Bolas! Isto depende de mim. E se me meti nesta é porque tenho força e competências para ali estar. Se desejei, então aguenta! É, pois, tempo de arregaçar as mangas, de respirar fundo e seguir em frente. Porque se assim não for a minha vida vai ficar parada exactamente no mesmo lugar. No thanks!

Como disse a sábia Sofia Castro (onde muitas vezes procuro inspiração) “saber viver também é parar de idealizar um momento perfeito para avançar. Uma pessoa perfeita para amar. E um mundo perfeito para ser feliz”.

Prometo! Vou parar de idealizar e começar a concretizar, sem questionar. Muitos “ar” porque acho que vou precisar de respirar fundo para começar. Wish me luck!

Seguir:
Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

Share:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.