Shine bright like… my home!

Shine bright like… my home!
Shine bright like... my home!
Shine bright like a diamond!
Shine bright like a diamond!
Shine bright like… MY HOME!
CANTEM TODOS COMIGO!!!
(baixou a Rihana Sopeira em mim)

Era o que me apetecia ter cantado ontem à noite quando regressei de Setúbal e cheguei a minha casa. Abri a porta e ouviram-se cânticos celestiais, passarinhos, e árvores a mexer. SÓ QUE NÃO, porém há toda uma limpeza que até arranha o pulmão. Querem saber o que se passou pela minha cabeça?!

(Agora imaginem aquele movimento cinematográfico que coloca as personagens em flashback e revemos o inicio da  história, o ímpeto que levou à acção )

Pois bem, é exactamente neste local de inicio em que me encontro. O momento em que no sábado à tarde, perante uma casa imunda da festa de aniversário que aqui se passou no dia anterior e a necessidade URGENTE de fazer limpezas agressivas, profundas, e “destralhar” armários e garagem, me enchi de coragem, culpei o tempo “piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii” (ia dizer uma asneira) que se fazia sentir em pleno Agosto, arregacei mangas, saltei do sofá e decidi começar as fazer as minhas renovações de Setembro.

Vocês já sabem que eu sou a freak das limpezas, das arrumações e da ordem. Sou muito metódica, gosto de ter tudo arrumado e no sítio, quase ao ponto de ser OCD. Ahahaha! (O Senhor-cá-de-Casa acha que sim! Adiante!). Vou jogar no zodíaco e culpar o signo. Sou Virgem, de 29 de Agosto, e tenho todas as características que se diz ter. Se querem qualquer coisa organizada, limpa e com o máximo de rigor chamem um nativo deste signo pudico, porque somos muito anais no que toca ao detalhe. Ai se somos…

Mais, para além de ter esta propensão para a arrumação e limpeza eu fui criada num ritual que me deixou sequelas para a vida. TODOS os ANOS, enquanto morei em casa com os meus pais, chegava ao final do Verão, antes do inicio da escola, e a minha mãe organizava as tropas, definia estratégias, arrumava armários, dava roupas que já não usávamos e lavava em verdadeira profundidade o nosso T3 à beira-mar plantado. TODOS os ANOS era a mesma coisa. Já sabíamos, não havia volta a dar. Era uma forma de nos reorganizarmos, de tratarmos da nossa casa para um próximo ano cheio de coisas boas e desafios. Sei que aquilo lhe dava paz de espirito e a nós umas valentes dores nas costas.

O pior disto tudo é que sou uma espécie de vitima do Síndrome de Estocolmo e em vez de, perante a liberdade escolher a fuga, agarrei-me às tácticas do agressor. Saindo do divã e trocando por miúdos, já morando sozinha e vivendo sobre as minhas próprias regras, em vez de me libertar dessa obrigatoriedade, o trauma permaneceu e, hoje, sou uma perpetradora-tirana-da-limpeza por estes findos dias estivais. Ou seja, sou igualzinha à minha mãe com ainda mais uns requintes de malvadez.

Bom, sugeri ao Senhor-cá-de-Casa que se alinhasse comigo nesta demanda, ele estranhamente concordou, lançando-se ao seu armário que estava a precisar de uma revisão asap. Assim fez. Sem exagero, só do armário dele sairam 4 sacos do IKEA cheios de roupa para dar. AMAZING! É incrível o que uma pessoa consegue acumular sem saber bem como ou porquê. De onde vem esta colecta? De onde vem esta necessidade de querermos mais, sem nos desapegarmos do que já não usamos?

Dos armários passámos para as gavetas, das gavetas para a dispensa, da dispensa para a cozinha e da cozinha para a garagem. Enquanto “desacumulavamos” eu ia lavando freneticamente tapetes, almofadas, cortinados, fronhas, edredons, colchões, sofás, lençóis, mantas e tudo o que vocês possam imaginar. A minha máquina de lavar a roupa trabalhou mais do que todas as lavadeiras da Aldeia Branca, ao ponto de na segunda-feira à noite, entre mais uma fornada de roupa e outra, ela fez um tilt e acusou a pressão. O filtro entupiu e tivemos que estar a tirar a água que lá permanecia da lavagem anterior em ridículas porções que cabiam numa única caixa minúscula que encaixava entre o chão e o orifício de saída de água. Posso dizer-vos que às 22h30 da noite estávamos prestes a enlouquecer. Palminhas para nós!

E a garagem… O.M.G!!! Quem está comigo nesta coisa do “medo da garagem”!? Como é que nós acumulamos tanto na garagem? Eu sei. Eu sei. É aquela coisa do “se há pedacinho de terra a mais vamos ocupá-lo”. É terrível. Quem nunca se viu no dilema de deitar alguma coisa fora e depois pensou “que se lixe, vai para a garagem”? Quem nunca!? É quase um longe da vista, longe da limpeza. Mas nãooooooooooo!!! O lixo está lá, meus amigos!! E nãoooooooooooo!! Aquele dossier com apontamentos nossos do Mestrado não vai fazer falta para mais nada na nossa vida a não ser dar a falsa ilusão de que se acontecer alguma coisa aquilo está lá. Porquê? Porquê, senhores!?
Pois bem, eu e o maridão atacámos a garagem como se não houvesse amanhã, sob uma orientação básica – se não usámos há mais de um ano é porque não precisamos. Lixo!

Eiiiiiiiiiiiiiiii!!! Foi a loucura! Deitámos mais de 90% das nossas coisas fora!!!! Que alívio! Juro, façam isso que não se vão arrepender. Sem entrar em grandes exoterismos, acredito piamente que as coisas paradas – roupas, sapatos, acessórios, móveis, livros, papeis – estagnam a nossa energia. Se queremos dar uma renovada, é necessário por as coisas a mexer, como em tudo na nossa vida. Se ficarem paradas, a nossa energia pára com elas e nada avança. Experimentem!!!

Armários – Done
Roupas Lavadas – Done
Gavetas – Done
Cozinha – Done
Garagem – Done

Falta a limpeza agressiva de tudo e de… paredes. Sim, eu sou a louca que acha que depois de algum tempo se deve lavar as paredes. Resquícios de loucura do lar ancestral! Olhámos um para o outro e quase que nos apeteceu chorar perante a demanda que se avizinhava. Depois de todo o trabalho ainda faltava uma boa parte.

E se contratássemos uma empresa daquelas bombásticas que limpam tudo espectacularmente bem em modo Diabo da Tasmânia da limpeza?! Claro que comecei logo a divagar. Será que são de confiança? Será que são competentes? É que nós temos a nossa D. M que nos ajuda cá em casa, e queríamos aproveitar a sua ausência no mês de Agosto para fazer isto em profundidade, poupá-la desta tareia e depois é só manter durante os próximos meses. Mas a D. M é quase família, como será ter cá em casa um empresa? Depois lembrei-me das conversas de uma amiga que estava super satisfeita com a empresa que agora cuidava da sua casa e com esta referência resolvemos arriscar e contactámos a House Shine.

Pois que ontem as fadas-Shine-do-lar chegaram às 9h30 a nossa casa e fizeram magia até ao final do dia. B.R.U.T.A.L! Não sei como conseguem.
Ele foi janelas, estores, paredes, armários, casas-de-banho completas, tectos, condutas de ar, garagem, sei lá!!! Melhor, melhor foi reparar nos pormenores (que fazem toda a diferença) como o papel higiénico da casa-de-banho desenhado com formato de “flor” e “cisne”, ou a disposição dos frascos de creme por ordem crescente de tamanho. Pela forma como não tiraram nada do lugar. Como me organizaram a colecção de frasquinhos que colecciono de hotéis onde já estive.

Shine bright like... my home!

Parecia magia, descobrir estes miminhos adicionais.
Foi uma sensação maravilhosa entrar em casa e sentir o nosso lar pronto para mais um ano de muita vida, emoções fortes e grande convívio.

Agora que ainda falta uma semana de férias para aproveitar, que venha o descanso, o dolce fare niente, o sol, as temperaturas elevadas (para esquecermos em grande estilo esta maluquice) que nós já tirámos areia da nossa casa, a praia do espirito caseiro e estamos prontos para ti, Setembro. Acreditam que estou com medo de sujar a minha casa? É estupido, não é?!

Há mais alguém louco das limpezas e arrumações por ai??! Hello??

(*) Só para que saibam que não recebi nada desta empresa para falar bem deles, apenas quis partilhar com vocês uma muito boa experiência que tive. A empresa nem sequer sabe que estou a escrever este post. É uma opinião totalmente pessoal! Boas limpezas e bons últimos mergulhos!!!

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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