Sobrevivi… a uma aula de cycling

Sobrevivi… a uma aula de cycling
Sobrevivi... a uma aula de cycling

Estavam à espera de uma coisa mais intima, mais top-secret, mais provocadora?!
Mas não. Nada disso. C.Y.C.L.I.N.G. That’s it! Foi o big moment do meu dia.
Como a minha semana foi tão corrida, tão cheia de coisas a acontecer inesperadamente acabei por esbardalhar total os meus treinos e tive que treinar coisas super diferentes a horas totalmente distintas daquelas a que costumo ir.

E hoje, já farta de correr ou fazer algo mais “localizado”, quando fui ao ginásio à hora do almoço decidi fazer algo inesperado, perguntei na recepção que “aulas é que vão acontecer agora?”. Relembro, eu NUNCA faço isto. Eu tenho sempre aulas de dança marcadas, treinos de core, corrida, localizada ou pilates. É a minha cena. São os meus gostos and don’t mess with them, ok?
Aliás, aqui que ninguém nos ouve, fico mesmo aflita quando olho para dentro da aula de TRX, contorço-me quando vejo a aula de Yoga, franzo a testa quando observo o boxe e fico com um esgar de nojo quando vislumbro a classe de cycling, sempre altamente motivada, suada e bombada. “No, no, no, nooooo don’t f**** with my heart”.

Mas hoje baixou em mim a ginasta de serviço e decidi sair fora da minha zona de conforto. Também temos que ser mais aventureiras, não Miss Marta?!
Depois da minha pergunta, veio a temida resposta da recepção: “Ora bem… temos localizada a começar agora, stretching que já começou há 5 minutos e… cycling”. Olhei para dentro da sala das bicicletas e já estava à pinha, tudo galvanizado a pedalar. Pensei: “Marta, vá lá. Tu consegues. És uma mulher ou um rato morto?”. Enchi-me de coragem e lá fui. É que… É que… a minha única experiência com o indoor cycling foi há milhentos anos atrás, quando experimentei uma aula e depois de 10 minutos fingi que o selim não estava bom e abandonei o treino. ODIEI!! Foi assim, tipo, tipo, not fun at all!

Entrei na sala do demo, com a música aos altos berros. Estava cheia. As pessoas estavam super concentradas, a ajeitarem-se profissionalmente nos seus acentos. Baixa selim, levanta selim, ajeita pedais, roda a velocidade, testa a altura e sei lá mais o quê. Onde é que eu me fui meter? Pensei.
Escolhi estrategicamente uma bicicleta bem lá a trás, caso a coisa desse para o torto poderia sempre performar uma desistência de fininho.
Sentei-me. Achei que a bicicleta até estava ao meu nível e comecei a pedalar. A primeira faixa começou e o instrutor super competente lá começou a puxar por nós. E ele bem que puxou. “Agora dois, dois”, sabia lá eu o que isso era. “Agora vamos subir! Sobe, sobre, sobe”, mas sobe o quê?! “Agora assim bem devagarinho, ao som da música, cadência dois/cinco”… (ouviram-se grilos na minha cabeça martelada pela batida frenética que nos obrigava a levantar o bumbum do acento).

Eu não faço a mínima ideia do que fiz, com fiz ou se o fiz bem. Copiei por quem lá estava. Fiz, literalmente, de macaquinho-de-imitação-do-cycling e até que me safei muito bem. Aguentei a aula toda. Subi tudo o que tinha para subir, cheguei ao topo da montanha e até estava pronta para a voltar a descer. Foi uma agradável surpresa. Da próxima vez já não vou olhar para a modalidade com refluxo. Respect!

Agora alguns factos importantes:

– Em abono da verdade tenho que confessar uma coisa: a aula não me custou muito porque eu não mexi uma única vez na velocidade e no peso da bicicleta. Aquilo devia estar programado para bebés e foi nessa mesma velocidade que fiz o meu Tour de France em Santos. Ahahahahah! Achavam mesmo que eu ia para ali matar-me?!? Nãaaaaaaaaa!

– Porque é que não fazem acentos de bicicleta almofadados?! Será assim uma coisa tão difícil de executar? É que os benefícios seriam para lá de muitos. Digo eu assim pela força dos nervos… ou das dores.

– A música foi para mim o melhor. Passámos pelo rock, pela disco music e acabámos com uma baladazinha. Foi catita de se ouvir e quando é para abrir dá pica para pedalarmos. Está bem feito, sim sr!

– No entanto, acho que feri algumas partes baixas (if you know what i’m saying…). algo aconteceu aqui que não sei se voltará a ser como era. É caso para dizer que esta aulinha foi um parto muito difícil… AUTCH!

Seguir:
Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

Share:

1 Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.