Crónica “New in Town”: Desde quando é que a zumba chegou às rádios?!

Crónica “New in Town”: Desde quando é que a zumba chegou às rádios?!
Crónica "New in Town": Desde quando é que a zumba chegou às rádios?!

É que eu não recebi nenhum email a notificar tal situação.
É que… é que… uma pessoa vai de manhã, à hora do almoço, a meio da tarde e ao final do dia de carro para casa, tem pela frente cerca de 30 minutos de percurso até chegar aos seus reais aposentos e ouve o quê?

Dj Ginza (podia ser Ginja) constantemente a dizer “Si necesitas reggaeton dale”. Não, não necessito, obrigada por perguntar, pode sair da minha rádio, por favor? Não? Ok, obrigada, até qualquer dia.

Vocês acham que eu estou a exagerar, mas nãoooooooooooooooooooo!
Eu entro no carro a horas bem diferentes do dia e sempre que tenho que me deslocar para qualquer sítio, por maior ou menor que seja o percurso, lá estão elas neste “panados-com-pão” (tentem dizer isto rápido até parecer uma batida foleira) tão característico e, contudo, contagiante. Uma pessoa não quer, mas vem sempre a trautear um inner “se necesitas reggaeton dale” até não poder mais. Raios’partam estas músicas, pah!

Isto é influência da Zumba, tenho a certeza. As latinagens estão de volta às pistas de dança, ouçam o que eu vos digo. É se queres reggaeton DALE. São pessoas que se encontram num taxi e dá uma música sensualizadora (“El Taxi” do Osmani García, Pitbull e Sensato). O “Fireball” é impossível uma pessoa ficar quieta. E terminamos com o novo hit de “African Beauty” de C4 Pedro e Dj Maphorisa. POW! POW! POW!

Se houve uma altura em que vibrávamos com um “Bombaaaaaaaaaaaa! Sensual, un movimiento sensual! Sexy! lá, lá, lá, láaaa…” do famosíssimo King Africa, ou um Lou Bega com o seu “Mambo No. 5” um clássico nas pistas de dança dos anos 2000, uma coreografia da Macarena ou um passo mais acelerado das Las Ketchup em que tentávamos desesperadamente acompanhar a letra supersónica num castelhano profundo que acabava sempre em “Acere-é-á-é (..) ahédi-pi”… o que quer que isso signifique, mas uma pessoa era feliz.

Há dois anos houve o ameaço do Micheles Teló da vida, os “Dame mas Gasolina”, vieram os bailes-funk e os “beijinhos no ombro das inimigas” para apimentar a coisa, a kizomba instalou-se fortemente nos nossos corpos, dominou a rádio, em sítios e locais que jamais achei que conseguissem pronunciar a palavra Badoxa seguida de C4 Pedro, vi pessoas a atarrachar (ou a tentar) que nunca sequer ouviram falar em “hesitas” ou “passo-base” mas aconteceu e agora… agora é a loucura total!

Agora preparem-se porque na passagem do ano vão ouvir muita latinagem ao dobrar do novo ano. Vão levar com um confeti no fofinho ao som dos ritmos vizinhos e aposto aqui o que quiserem. Estou a falar a sério… Não comecem a treinar, não, que depois não conseguem fazer uma “baixadinha” on the dance floor, espetar um culo à moda de nuestros hermanos ou fazer um rebolation como deve ser para sensualizarem o parceiro que querem engatar ao virar das 12 badaladas. Vão lá garantir a senha da aula de Zumba que eu não duro sempre!




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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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