Um dia ainda me vou aleijar: As vergonhas que uma pessoa passa só para picar o ponto

Um dia ainda me vou aleijar: As vergonhas que uma pessoa passa só para picar o ponto
Um dia ainda me vou aleijar: As vergonhas que uma pessoa passa só para picar o ponto

Vocês sabem, já aqui o disse, que para além deste meu cantinho à beira-mar plantado, há uma Marta que trabalha das 09h às 18h00 TODOS OS DIAS da semana. Nesse sítio eu tenho que picar o ponto. Condição obrigatória, irrevogável, impenetrável do sistema de faltas. Aqui não há cá abébias. Tanto não há que há, até, uma hora limite para picar o ponto, caso contrário, um minuto depois (true story) temos FALTA! O HORROR!!!!!

Devo dizer-vos que muitas vezes isso acontece-me, porque há um dia (bastantes) em que saio depois das 20h e no outro aponto a minha chegada mais para perto das 10h para compensar. Só que… só que… é um ver-se-te-havias. Uma pessoa bem tenta, bem se esforça. Sai de casa com tudo cronometrado, qual Obikwelu-da-função-pública e PUMBAS! Já fomos! Basta que esteja a chover para haver um acidente e já esbardalhou geral. Basta que haja uma fila algures entre Algés e Alcântara e já fui. Já para não falar no fenómeno do vórtex espació-transital que se verifica na Dom Carlos. A sério, é inexplicável. Qualquer dia filmo só para vocês verem que isto aqui não é só frescura ou mau acordar. It’s F**** REAL!

São carros estacionados em segunda fila porque sim. São os táxis estacionados em segunda fila, também só porque sim. São camiões a descarregar produtos para os muitos restaurantes e bares daquela zona, enfim… um caos urbano do melhor que há só para colocar a cereja no topo do bolo, caso eu achasse que depois do percurso todo ainda ia ter um final feliz. Nãoooooooooooooooooooo!!

Mas normalmente, com mais nervos ou menos palavrão, a coisa dá-se e lá chego eu a tempo de picar o ponto. Uma parvoíce, eu sei. Parvoíce MESMO porque muitas vezes auto-penitencio-me no processo porque passo vermelhos (ups!), passo o limite de velocidade permitido (porque é que eu estou a dizer isto?) ou faço outras coisas das quais não me orgulho SÓ para picar o ponto. R.I.D.I.C.U.L.O!!

A culpa é de quem? Minha! Eu sei, eu sei, não vale a pena estar a atirar pedras ao ceguinho, mas mesmo assim acho ridículo. E hoje a coisa extrapolou no trágico-cómico.

Eu tenho andado super doente (já aqui tinha dito) e, por conseguinte, a vontade de sair da cama é ZERO. Custa tanto, com o cansaço e a doença acumulada é mesmo difícil. Por isso, hoje estendi ao máximo a minha saída de casa para chegar mesmo ali à tangente às 10h. O que é que sucede? Sucede que lá consigo passar o troço dos conaças-do-asfalto, vulgo pessoas que insistem em ir a 30 à hora na faixa da esquerda na marginal, chego a Alcântara com tudo controlado, só que entro no vórtex da Dom Carlos e a coisa lixou (com F).

Lá estavam os camiões, os carros em segunda fila, as pessoas a atravessar sem ser na passadeira, carros a querem ir para outras direcções e a lixar (com F) o trânsito todo. E o relógio não pára! Ai não pára não! Lá consigo avançar mesmo perto do sítio onde pico o ponto, bate as horas certas no rádio (ai que nervos que isso me dá!) e eu estaciono em quatro piscas dentro do passeio (muito bonito sim. sra.!)

Saio do carro com 60 segundos para poder percorrer 2 metros e picar o raio do ponto. EU CONSIGO! Bora lá, pensei! Saí do carro, tudo controlado. Fecho a porta e… ZÁS!!!! FECHEI A PORTA NA MINHA PERNA E ACERTEI EM CHEIO NO JOELHO.

Vocês não têm noção da dor que isto foi. Porta do carro em cheio do osso. POW! POW! POW! Vai buscar! Feita parva comecei a debater-me com o facto de querer ficar ali a chorar da dor aguda e o ter que picar o ponto. Tentei andar e não conseguia. Então foi o bonito cenário (a sério se alguém viu isto na rua comente aqui em baixo, vou adorar saber que figuras tristes andei a fazer) de tentar coxear até à porta em meio pé-coxinho-deficiente com um misto de “eu ainda consigo” com “estão-me a cair as lágrimas pela cara”. Imaginei-me no cenário do desembarque na Normandia, podia ser eu, atrasada para combater os inimigos e alguém me baleou o joelho. Foi o que eu senti. Arrastei-me literalmente o mais rápido que consegui e piquei finalmente o ponto. Tirei o dedo e marcava 10h01.

WTF!??!!??!?! Ia morrendo, ia lixando (com F) o meu joelho todo, fiz as figuras mais parvas à face da terra no meio da rua e vou ter falta por uns míseros segundos em que tentei combater a dor e não chorar??!??!

A sério, people, alguma coisa está errada neste cenário. Vou meditar melhor sobre o meu joelho dilacerado. Mas já que estamos numa de resoluções de ano novo alguma coisa vai ter que mudar.
I’ll get back to you!

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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2 Comments

  1. Janeiro, 2016 / 11:44 am

    Somos soul mates! Só agora te descobri e já estou apaixonada. Um pedido: põe data nos post, pleaseeeee… era tão melhor (pelo menos para mim). Beijo grande de quem te promete acompanhar pra vida (ui, olha o compromisso!)

  2. Janeiro, 2016 / 5:01 pm

    Ooooooohhhhhhhhh VOU CHORAR!!! For real?!?!?! A.D.O.R.O!!! Ainda bem que estás a gostar! É tão bom esse retorno 🙂 SUPER SUPER SUPER feliz!!! Alma gémea, como é que eu ponho a data no post?!?!? Sou mesmo nova nisto!!! Beijinhos gigantescos! BOM ANO 2016! Let's rock this!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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