Um dia mato a cadela: Voodoo fotos

Um dia mato a cadela: Voodoo fotos
Um dia mato a cadela: Voodoo fotos

Não é a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que eu e o Senhor-lá-de-Casa deixamos por umas horas, sem preparação nem ameaço, a Sra. Dona Concha com acesso apenas à cozinha e ao terraço e ela, sem preparação nem ameaço, na nossa ausência ataca as fotografias que temos penduradas num mural que está numa das paredes da cozinha.

Quando chego a casa e me deparo com aquele cenário apetece-me estrafegá-la (apesar do ar fofinho que sempre apresenta), bater-lhe, ralhar-lhe, mas a única coisa que me sai é um “Why? Why? Why?”. Porque é que ela ataca as nossas fotografias? Especialmente porque gosto tanto delas e vou sempre encontrá-las furadas com marcas de dentinhos assanhados ou ratadas nos cantos em momentos de fúria. Aquilo parte-me o coração. É como se ela me tivesse dado uma trinca, ou gozado com aqueles momentos únicos imortalizados em película colorida.

No sábado, fomos num “repam”, comprar umas coisas rápidas ao IKEA e não demorámos mais do que uma hora. For Real! Quando chegámos encontrámos meia dúzia de fotos espalhadas pelo chão, caras arrastadas pelo pavimento e imagens semi-furadas. “Why? Why? Why?”.
Foi aí que se me deu uma epifania: Esta cadela é do demo. Literalmente! Já percebi porque é que ela faz isto. Ora atentem à minha teoria, super credível:

– De quem é que ela tem raiva quando nos vamos embora? De nós!
– Quem é que ela quer dar umas mordidas quando nos vamos embora? Nós!
– Quem é que ela, secretamente, odeia quando a “abandonamos” em casa? Nós!
– Onde é que nós estamos na nossa ausência corpórea? NAS FOTOGRAFIAS!

Eu acho que ela na impossibilidade de ferrar um dente nas nossas fuças, fá-lo nas fotografias, em modo voodoo-dolls, mas neste caso em modo voodoo-fotos. PUMBAS!!!! Bem me parecia que às vezes sentia aqui umas picadas na cara e umas pontadas no corpo. É ELA que anda a sambar nas nossas caras. Macumbas caninas é o que é!

Estou de olho em ti, Concha! É que se abocanhas mais uma foto, faço de ti galo de sacrifício.
Põe-te fina!

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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