Um murro no estômago

O dia já não me estava a correr particularmente bem e eu achei, quase em modo masoquista (porquê? porquê?) que tinha que abrir a notícia intitulada: “Pai canta para bebé prematuro antes da criança morrer”.
Claro que comecei a ler a notícia e CLARO que fui ver o vídeo, agindo como aqueles condutores que param sadicamente à beira de um acidente. Assim fui eu com esta notícia. Fiquei mesmo perturbada…
Não mostro o vídeo porque acho que é uma evasão muito grande da dor e da privacidade na morte. Fico-me apenas pelo relato da notícia.

O vídeo colocado na Internet está a emocionar o mundo. E não é para menos. A gravação mostra um pai, numa sala de hospital, a cantar para um bebé prematuro dentro de uma incubadora, que tenta lutar pela sua vida, depois de ter nascido com apenas 24 semanas.
Mas o cenário de devastação não termina aqui. É que este pai, que se vê na imagem, a tentar recuperar o filho, já havia perdido a mãe, sua mulher, que morreu quando estava na cesariana (e lá estou eu a chorar outra vez).

No vídeo vemos Chris Picco a tocar “Blackbird”, dos Beatles, para o filho Lennon. Chris pediu autorização ao hospital para levar a guitarra, tocar e cantar para o filho, como fazia quando ele ainda se encontrava na barriga da mãe.
Numa forma de perpetuar esses momentos, Chris tocou para Lennon e o menino acabou por não resistir poucos minutos depois do vídeo ter sido gravado.

Eu só estou a escrever este post, não porque acho que esta história necessite de promoção, bem pelo contrário, mas porque o pai deixou uma mensagem de agradecimento, esta quinta-feira, revelando que criou o Fundo de Memória Ashley Picco.  Para quem quer contribuir ou saber mais informações, já sabe como pode ajudar.

Desejo do fundo do coração que este pai (e tantos outros) consigam arranjar as energias e a paz interior para continuar a viver as suas vidas à imagem e semelhança do Amor que tinham pelos filhos. Deve ser a pior dor do mundo. RIP.
Que murro no estômago…

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Marta Neves
Marta Neves

Encontrei no universo feminino a minha missão: partilhar, aprender e ajudar. Nasceu o Marta Neves, para me sentir mais eu, mais em sintonia com a minha essência. Despida de formalismos ou preconceitos, serei EU. A mulher. Apaixonada de coração pela vida e pelos outros.

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